ReginaC's profile

Roles in session: administrator member, participant, trainer
Langue: French

Presentation

Muita coisa, quase tudo me interessa, mas nada tanto quanto a literatura e o cinema. Um enorme prazer “solitário” encontro afundada numa poltrona de cinema, em sessões duplas ou mesmo triplas...Além de alguns professores incríveis, sem dúvida foram o cinema e a literatura que me (de)formaram. Com eles cultivei uma significativa gama de saberes inúteis e agora já não tem mais conserto: certas coisas que se leem e se assiste em certa idade envergam a gente de um jeito que depois não há família, escola, pátria, sistema ou partido político que desentorte... c'est comme ça...non c' è niente da fare...lo siento... Meu primeiro encontro com a sétima arte foi The Champion , de Franco Zeffirelli, ( aquela mãe! A linda Faye Dunaway, que depois sonhei ser em “Bonnie and Clide”!) Foi um encontro fora de foco porque as lágrimas atrapalhavam a visão. Era 1980 e eu tinha...10 anos! Foi no cinema da minha cidade que fechou pouco tempo depois. Mas o primeiro grande amor cinematográfico foi mesmo A Rosa Púrpura do Cairo (quanta ironia do diretor: chamar a protagonista de Cecília, que significa “cega”!) o que me poupa explicações sobre meu amor pela sétima arte, que infelizmente conheço bem menos do que gostaria. Essa primeira paixão eu vivi numa tarde de domingo em uma sala de um cinema de Belo Horizonte chamado Pathé. Confesso que ali fui reincidente e me entreguei a inúmeros outros amores: Federico Fellini, Ettore Scola, Andrey Tarkovsky, Paul Mazursky, Oliver Stone, Francis Ford Coppolla, Ingmar Bergman, Kieslowski, Walter Salles, Hector Babenco, Tim Burton, Alan Parker, Akira Kurosawa, Mario Monicelli, Spielberg, Giuseppe Tornatore...e tantos, tantos outros... Nos anos 80, pensava-se que o vídeo e a televisão fossem sepultar o cinema... Mal podiam imaginar que ainda viriam a Igreja Universal e a Netflix... O cinema ainda é um local algumas vezes frequentado por estranhas criaturas, que sofrem de um mal irremediável, a cinefilia; são seres pertencentes a uma espécie que viceja apenas no silêncio, envolta pela penumbra e cegada pela luz mágica de uma grande tela. Nos últimos tempos os cinéfilos, como os koalas, têm se reproduzido pouco e muito lentamente. Observa-se que eles tendem a definhar em filas e salas de shoppings; também foi demonstrado que são muito suscetíveis ao ruído de ruminantes que devoram pacotes intermináveis de pipoca durante filmes como Amor (!!) de Michael Haneke...

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