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Commentaires

Gostei muito dos filmes que já assistimos, "La Faute Á Fidel" e "Mio Fratello È Figlio Unico". Ambos os protagonistas possuem muita curiosidade e não se conformam de jeito nenhum com as visões de mundo que seus familiares têm. Essa relutância em aceitar acaba levando os personagens a situações engraçadas no filme.

O contexto histórico dos dois filmes também são muito marcantes, principalmente o de "La Faute à Fidel", em que o candidato apoiado pelos pais da Anna vence as eleições mas logo depois é retirado do poder. Isso me trouxe uma associação muito forte com o contexto do Brasil atual, em que uma presidente eleita pela maioria foi retirada do poder devido a uma grande manobra política apoiada pela mídia.

Olá, Rodrigo. Considero seu comentário muito pertinente e também pensei no contexto atual do Brasil ao ver os filmes. Tenho a sensação de que estamos vivendo um ciclo parecido com o que tivemos na década de 60 na América Latina, pois, embora as forças armadas não protagonizem o processo de interrupção da normalidade democrática atualmente, temos uma forte ofensiva neoliberal no Brasil e nos países vizinhos que ameaça os avanços sociais dos últimos anos.

Oi, Ana Paula! Concordo muito com o que você disse. Uma onda conservadora chegou com toda a força no Brasil e isso me deixa bem triste, pois coloca em risco vários avanços sociais já conquistados. :(

¡Hola a ambos! Me parecen muy acertados sus comentarios, Argentina no está para nada excenta de la ola conservadora que azota a toda nuestra América. Creo muy valioso de todas estas películas el hecho de que, además de permitirnos reflexionar sobre la historia de nuestra región, que debe ser repensada y jamás olvidada, nos permita comparar los procesos en los diferentes países y ver el presente de cada uno de ellos, y cómo, tristemente, la historia parece ser bastante circular. Saludos!

Acredito que uma temática que "salta aos olhos" em todos os filmes que já vimos até aqui, ou seja, "La faute à Fidel", "Mio Fratello", "Machuca" e "Infância Clandestina", é a questão da educação escolar e religiosa . Acho que, dentro da proposta dos filmes, é interessante ver essa relação com as famílias e o sistema político vigente naquele momento.

Oui Jozelma, comment est abordée la question religieuse à l´école et comment elle est utilisée avec une finalité politique. 2 scènes me viennent à l'esprit : l'interprétation du choix de la chèvre de M Seguin dans La faute à Fidel et le choix de la mixité sociale par Padre Mc Enroe dans Machuca.

Du côté de l'éducation par les parents, la question de ce qui peut être dit aux enfants: parler vrai ou ne rien dire, sur la politique, sur la sexualité...

Olá, Christian! Eu observei que em "Infância Clandestina", "La faute à Fidel" e em "Mio Fratello" a educação religiosa é voltada para amenizar ou "mascarar" a tensão do momento político. Já em "Machuca" é claro o posicionamento político do Padre, tanto em seu discurso quanto em suas atitudes. Nos três primeiros filmes que mencionei aqui, a questão é mais sutil e um tanto quanto mais tradicional, diferentemente do que acontece em Machuca. O fato é que tudo está muito embricado, ou seja, a educação (religiosa e/ou familiar) em casa, na escola, etc.tudo muito influenciado e fragilizado pelo momento político da ditadura.Enfim, acredito que há muito o que refletir a esse respeito....

¡Hola Jozelma y Christian! Coincido en lo interesante de abordar este aspecto en las películas y en lo complejo y polémico que puede resultar. Pero sí, Jozelma, pienso que, de hecho, en las tres primeras películas que mencionas, la educación religiosa es utilizada como un claro mecanismo de control social, pero, como se ve en "Machuca" (y en el hombre judío que ayuda al militante en "o dia que meus pais saíram de férias") no puede decirse que haya sido totalmente generalizado. Saludos!

De todos os filmes, o que mais me impressionou foi Machuca, pois evidencia o conflito ideológico entre as classes sociais na ocasião do golpe de Pinochet no Chile. O ciclo de ditaduras civil-militares que aconteceu na América Latina entre as décadas de 1960 e 1970 é uma questão elementar para entendermos as contradições políticas que temos atualmente, as profundas desigualdades sociais e a instabilidade econômica que resulta em drásticos retrocessos estruturais. Embora possamos identificar uma similaridade cronológica de golpes nos principais países, há também o caso do Paraguai, que permaneceu sob a sangrenta ditadura de Stroessner de 1954 à 1988. 

Embora os filmes selecionados para este programa sejam sutis na forma de apresentar a crueldade desses regimes, a violência está implícita em diversas cenas e o sofrimento de personagens exilados ou que perderam familiares evidencia a brutalidade do Estado quando a democracia é interrompida. No entanto, gostaria de convida-los para uma reflexão sobre as cenas finais do filme "Machuca" em que soldados invadem a favela em que Pedro mora e agridem as pessoas: sabemos que intervenções militares desse tipo acontecem todos os dias em favelas do Brasil (um país supostamente democrático). Qual é a diferença entre a violência de regime ditatorial e a violência de regime democrático? 

Que questão bem colocada Ana (orgulho de conviver com você)! Então, importantíssimo olhar esse problema. As pessoas falam tanto da violência do regime mas hoje não é muito diferente. O que algumas pessoas fazem, vide PM por exemplo, quando tem liberdade para agirem do jeito que bem entederem.

Sacrée question que tu poses anapaula! Moi aussi, sans dévoiler (spoiler) la fin de Machuca (zut! il faut qu'on fasse gaffe à ça, tout le monde a pas encore vu les films...)  Je sais bien que c'est une question, comment dire? "rhétorique" peut-être?, mais si je risquais une réponse je dirais que dans le cas de la violence de régime dictatorial la violence milito/policière est autorisée, voire encouragée, alors que dans la violence de régime démocratique l'opinion publique a tendance à la tolérer par une sorte d'empathie envers les policiers en se disant compréhensive de la peur qu'ils peuvent ressentir... ça peut paraitre monstrueux comme ça mais si on se met "à la place" de quelqu'un qui peut se trouver en face d'une bombe humaine ça change un peu la donne... même si ça ne renvoie pas, je sais bien, à la réalité brésilienne que tu évoques

Ciao!

Je m'appelle Loïc. Je suis étudiant en cinéma à l'université Lyon 2 en France. Je suis un passionné de Cinéma français et étranger. Je n'aime que très peu les blockbusters. Je suis un grand adepte de cinéma expérimental et indépendant.

Bonjour Loïc, et bienvenue aux étudiants en cinéma ! Alors, en tant que spécialiste du cinéma, à quels aspects es-tu sensible dans les films choisis ?

Bonjour Fabrice, Je connaissais aucun des films de la liste... Et c'est avec beaucoup de plaisir que j'ai pu découvrir ces choix.

J'ai beaucoup été touché par le thème qui à été choisi, la politique. Car ce n'est pas un sujet très facile à aborder et manipuler, prenez l'exemple de "La naissance d'une Nation" de David Wark Griffith... J'ai également été pris car la plupart prenaient le regard de l'enfant. Et vous qu'en pensez-vous ?

Pour certains films, j'apprécie particulièrement le talent des acteurs (Anna, dans La Faute à Fidel, Mauro, dans O ano em que..., Accio, dans Mio fratello...). Pour d'autres, ce sont des scènes que je trouve émouvantes. Je ne connais pas Naissance d'une nation.
 

Olá, pessoal! Dentre os filmes assistidos, uma questão importante que perpassa todos eles é a construção da identidade dos protagonistas. Há sempre uma dicotomia que opõe duas categorias de personagens: forasteiros (ou outsiders) versus nativos (insiders). Embora ambos os conceitos sejam rendimentos analíticos provenientes da Antropologia, creio que sejam relevantes para pensar as dinâmicas  subjacentes aos filmes, além de permitir ao espectador compreender as relações tecidas entre os personagens. No caso de Infancia Clandestina, por exemplo, Juan é de origem argentina, mas a partir do momento que passa a viver em Cuba com a família e depois retorno ao seu país natal, começa a ser estigmatizado como forasteiro pelos colegas de escola. É interessante perceber que essa situação é condicionada pela situação de engajamento dos seus próprios pais, o que o obrigou a adotar uma identidade nova (como o nome Ernesto) e também marcas linguísticas estranhas a ele. Isso traz consequências para a sua personalidade e para a sua vida em geral, na medida em que passa a se perceber e ser percebido como estrangeiro no local onde nasceu. Já em La Faute à Fidel, a reprodução de tal narrativa se torna mais evidente a partir do momento em que Anna se relaciona - ou escolhe, de propósito, não se relacionar - com sua prima de origem espanhola. O fato de Anna ser a insider e a sua prima a outsider é tão expressivo que a primeira cena do filme marca o estranhamento causado por esses papeis em uma situação social à mesa. Além disso, deve-se observar que, ao longo da trama, Anna passa por um conflito que engendra a sua identidade: o fato de ter raízes espanholas - origem que não conhece bem e da qual deseja, em alguns momentos, se aproximar, mas em geral repele - e, ao mesmo tempo, ao de pertencimento uma realidade francesa, uma vez que sempre viveu na França e, ao contrário do espanhol, conserva laços fortes com sua língua materna - o francês. Em Machuca, por sua vez, há um imenso conflito entre os insiders, alunos de classe alta, representados por Gonzalo, e os outsiders, os alunos de classe baixa recém-chegados ao colégio, representados por Pedro Machuca. Tal dicotomia se reflete até mesmo na aprendizagem do inglês, dadas as inúmeras dificuldades apresentadas por Machuca e seus colegas que nunca tiveram a oportunidade de estudaram. Enfim, percebe-se que a questão identitária subjacente aos filmes assistidos, a qual é exemplificada a partir das relações sociais entre os personagens e também pelas marcas linguísticas, é extremamente relevante para a análise dos mesmos.

Très intéressante ton analyse, Anna! J'ai envie de t'inviter à l'étendre aux deux autres films. Pour Mauro/Mosha dans O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias, on doit pouvoir développer l'idée qu'il est outsider dans sa propre culture familiale. En revanche pour Accio/la Teigne, c'est moins évident... ou alors c'est la même chose! D'ailleurs je me demande maintenant si ce n'est pas cet outside là qui domine dans les 5 films...

Salut Anna!

Je trouve ton analyse sur la construction de l'identité des protagonistes très intéressante et pertinente, c'était un point que j'ai évoqué pendant notre cours aussi (à Grenoble) ^^ C'est vrai qu'il existe une dichotomie insiders vs outsiders dans les films, mais puisque tu as si bien analysé 3 des films à travers cette dicotomie, j'aimerais me concentrer plus sur comment Accio a développé sa propre identité dans Mio fratello è figlio unico

Au début du film, Accio est inscrit au séminaire, car il essaie de trouver un sens à sa vie. Pourtant, on voit qu'il le quitte assez rapidement quand il se rend compte qu'il n'est pas du tout d'accord avec les enseignements. Ensuite, il s'adhère au parti fasciste mais finit par s'en éloigner, puis il se joint au parti communiste, avant de le quitter aussi. Tout au long du film, on voit comment Accio développe sa propre identité en "testant" plusieurs idéologies, probablement pour essayer de trouver quelque chose qui lui donnerait un sens à la vie, mais ce n'est pas évident du tout ! Heureusement, vers la fin du film, Accio semble trouver sa paix, grâce à toutes ses expériences et ses relations familiales parfois difficiles. Quel soulagement pour le spectateur !

Dans Infancia Clandestina, je voudrais aussi attirer l'attention sur le fait que Juan devait non seulement assumer une nouvelle identité (il devait mentir au sujet de ses origines et même son anniversaire), il était aussi privé des activités "normales" pour les enfants de son âge : avoir une fête d'anniversaire, avoir une copine, téléphoner ses amis, etc. Personnellement, ce que j'ai trouvé le plus dur dans ce film, c'était que, alors que la plupart des enfants ont déjà beaucoup de mal à construire leur propre identité tout seul, celle de Juan ait déjà été fixé par ses parents, et qu'il ne ait jamais pu développer la sienne. Du début jusqu'à la fin du film, on voit que cette situation le bloque au niveau de la construction de son identité et qu'il n'est pas très heureux (bien qu'il ne puisse pas identifier les raisons). En plus, à la fin du film, quand il est devant la porte de sa grand-mère et elle demande qui c'est, sa longue hésitation avant de répondre nous montre son conflit intérieur intense : était-il Juan ou Ernesto, maintenant que ses parents qui lui imposaient la nouvelle identité n'étaient plus avec lui ?

Ciao a tutti! Premetto che non ho ancora visto il film in italiano (il che fa ridere dato che è la mia L1), ma volevo cambiare un po' argomento, introducendo un altro fatto che mi pare notevole e che è stato per ora solo accennato.
A me è sembrata una scelta particolarmente interessante quella di "aborder" dei temi così duri e complessi attraverso gli occhi di bambini e ragazzi perché, come ben si sa, i più piccoli hanno spesso uno sguardo sulle cose che permette di rendere il tutto più semplice. Ho infatti l'impressione che in questo modo, anche chi non ha molte conoscenze sulle dittadure che si sono instaurate in America Latina nel secolo scorso (io stessa non sono molto "calée" in questo campo, a parte per quanto riguarda l'Argentina), sia riuscito a farsene un'idea piuttosto chiara e a capirne in parte il funzionamento.
Inoltre, penso che vedere mettere in atto una tale violenza da parte dei regimi militari dittatoriali su degli individui così giovani (soprattutto nel caso di Silvana in Machuca, come già menzionato da altri), sensibilizza, per non dire sconvolge il pubblico, ancora più di quanto non succede quando questo avviene su degli adulti. Ecco perché ritengo che i quattro film che ho visto fino ad ora siano davvero di grande impatto, soprattutto emotivo e cognitivo.

Ciao Michela!

è estattamente cio' che ho pensato guardando Machuca e il film portoghese di cui ancora non riesco a scrivere il nome ahahah (a proposito, mi scuso già per gli accenti ma scrivo da una tastiera francese). A quanto pare l'aspetto psicologico e il punto divista dei più piccoli diventa il soggetto principale o almeno un aspetto principale dei vari film. Personalmente è la prima volta che guardo dei film in cui viene data particolare importanza ai bambini e all'impatto che la guerra/dittatura puo' avere sulla loro infanzia e trovo questo aspetto molto interessante.

D'altronde, come in quasi tutti i film italiani, ho ritrovato l'aspetto umano che talvolta, come in "Mio fratello è figlio unico" (tranquilla, non ti spoilero niente ahahah), copre un po' il contesto storico o comunque ci si confonde perfettamente.

Detto questo, buona visione! :)

Concuerdo con todos ustedes. Uno de los temas que se mencionaron y que me parece significante es el de las diferencias de clases y la intolerancia y discriminación entre las diferentes camadas sociales. Tema que es tratado en mayor o en menor grado en todas las películas y que continúa hasta nuestros días. Al igual que Ana Paula, quedé muy impresionada con el modo en que se muestra esta realidad en la película Machuca. Por otro lado, me quedé pensando en la pregunta que Ana Paula hace al final de su comentario, ya que parecería ilógico afirmar que es posible que exista tanta violencia en un régimen democrático, sin embargo no lo es. 

Hola Romi! Coincido con vos en el trato que se da a las diferencias de clases en la pelicula Machuca. Una de las cosas que me llamó la atención cuando la vi es que, a pesar de las marcadas diferencias políticas, culturales y económicas que muestran en los protagonistas, en algún punto hay problemáticas en común, como la violencia familiar que puede observarse primero en la escena en la que Gonzalo y Machuca están por dormir en la casa de Gonzalo y luego cuando ambos están en la casa de Machuca, que llega su padre borracho a buscar dinero. Me pareció interesante ese punto en común que escapa a todas las condiciones y clases sociales. Otra cuestión que me pareció interesante en la mayoría de las peliculas es que los niños sacan sus propias conclusiones pero los adultos no les explican claramente qué es lo que está sucediendo. Es decir, intentan comprender procesos fuertes y complejos que se desarrollan a su alrededor, pero solos, sin ninguna guía adulta que los acompañe...

Hola a todos!! Muy interesantes los debates y temas destacados. Concuerdo con todas sus percepciones y emociones. Me llamo mucho la atención como Rods Oliveira y Ana Paula consiguieron relacionar las películas con el contexto socio-político actual de Brasil. También, me gustaría resaltar el comentario de Jozelma cuando dice que es muy interesante la relación de las familias con la educación, la religión y la política. En este punto, destacaría la dicotomía de la política vigente/impuesta en el país y los movimientos practicados clandestinamente. Además, pienso que esa relación junto con el cambio de identidad mencionado por Anna, y el recurrente destaque de las diferentes clases sociales e intolerancia de los individuos (especialmente de los adultos) identificado por Romina, son transversales a las cinco películas.

Otra cuestión que llamó mucho mi atención, es la presencia de los niños/jovenes en las diferentes marchas, y la participación(o escucha) en las reuniones clandestinas. Pienso que de esta forma se les inculcan, directa e indirectamente, las ideologías a los niños. Por ejemplo: en "La Faute Á Fidel" Ana y su familia participan de la marcha comunista contra Franco; en "Mio Fratello È Figlio Unico" los hermanos Accio y Manrrico se enfrentan constantemente  por tener ideologías políticas diferentes; en “Machuca” Gonzalo inconscientemente se involucra en el mundo del comunismo cuando ayuda a sus amigos vendiendo banderas y cantando en las manifestaciones. Además de eso, los niños están en permanente contacto con miembros del movimiento (que no son sus padres). Por ejemplo: en la "La Faute Á Fidel" cuando los “barbudos” reunidos en la casa de Ana le explican lo que es el comunismo; en "Mio Fratello È Figlio Unico" cuando Accio habla de política con Mario y discute constantemente sobre esa temática con Francesca; en “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias” cuando Mauro conoce y ayuda a un amigo del padre que también es comunista; en "Infancia Clandestina" cuando Juan/Ernesto habla con el tío Beto u otros miembros del movimiento. Este personaje queda tan involucrado en la ideología que se imagina como un “montonero” más, como miembro del movimiento; y, por último, en “Machuca” cuando Gonzalo entra en contacto con las dos ideologías opuestas, la que defiende su familia y el novio de su hermana (entre otros), y la que conoce cuando ayuda a Silvana, Pedro y el vecino de ellos. Estos últimos le muestran otra realidad, otro mundo, otra perspectiva posible y diferente a la que Gonzalo vive en su casa.

Para finalizar, me gustaría exponer una sensación personal sin “spoiler” el final (como dijo Christian), las películas que más me emocionaron y marcaron por su crudeza a la hora de narrar y mostrar los acontecimientos fueron, sin duda, "Infancia Clandestina" y “ Machuca”.

Hola Melina, me parece muy interesante tu percepción. Coincido en que, en todas las películas, la cuestión de cómo los niños acceden a la "ideología" está puesta en foco y por eso resulta tan llamativo. Pero, a veces no tan marcadamente, todos estamos expuestos a "ideologías" desde que nacemos, y en todas nuestras experiencias, en los diferentes contextos (familia, vecinos, escuela, amigos, medios de comunicación) y cuando tenemos la capacidad de entender de dónde provienen podemos elegir a cuál queremos adherir. A lo que voy es que, si bien acá esté puesto en destaque, creo humildemente que es parte del proceso de formación de todo ciudadano, más o menos consciente, más o menos intencional. Abrazo!

Hola Ana! Estoy totalmente de acuerdo con vos, desde que nacemos estamos expuestos, directa o indirectamente, a diversas ideologías y parte de nuestro crecimiento como ciudadanos críticos depende de eso. Pienso que en estas cinco películas podemos observar muchos ejemplos de esos niños/jóvenes (que tienen un contacto directo o indirecto con diversas ideologías).  En ese sentido, me gustaría destacar algo que colocó Francesca más abajo y está relacionado, ambos niños van siendo moldeados, van formando una visión crítica sobre la realidad socio-política de su país y poco a poco van involucrándose en la sociedad que los rodea. Abrazo !

¡Hola de nuevo! Realmente son muy interesantes los comentarios que cada uno hace sobre los principales temas destacados en las películas y la situación actual de los países involucrados.

Como muchos ya dijeron, es muy importante destacar la relación que se da entre familia-educación-religión–política. Todas las películas son maravillosas, y particularmente, me resulta atractivo que los protagonistas principales sean niños que observan el mundo con tanta curiosidad e inquietudes. Ellos interpretan la realidad de su país a través de lo que ven y escuchan en sus casas, en la escuela, entre amigos, etc. y de las experiencias que atraviesan al estar envueltos entre miembros del movimiento comunista. De esta manera, su aprehensión por el mundo se torna más profunda.  

Me resulta importante destacar las emociones por las que esos chicos atraviesan que, particularmente, me generaron mucha tristeza y angustia. Ellos pasan por situaciones muy duras y extrañas, por ejemplo Ana tiene que dejar su escuela, sus lujos y sus amigos; Juan tiene que cambiarse de nombre para ingresar a un país al cual no pertenece y vive bajo esa mentira; Mauro es abandonado por sus padres sin ninguna explicación; Gonzalo y Machuca se encuentran obligados a compartir momentos escolares con personas que son de otra clase social y muy diferentes entre sí, donde la intolerancia, la resistencia y la discriminación entre niños está presente. 

I commenti e le analisi che ho potuto leggere sono davvero approfonditi e appassionanti. Nel mio piccolo vorrei solo aggiungere un dettaglio che ho avuto modo di notare, cioè quanto l'"interculturalità" sia presente nelle vite dei protagonisti: per esempio il padre franco-spagnolo in La faute à Fidel, in Mio fratello è figlio unico Francesca è italo-francese e la mamma Amelia è del nord Italia, in Machuca il collegio è inglese e Gonzalo e Pedro sono "blanco" e "indio" rispettivamente... E' interessante come i Paesi stessi si richiamino nei film, il viaggio in Sud America dei genitori di Anna e l'eventuale trasferimento in Italia della famiglia di Gonzalo solo per citarne alcuni. 

Tutto ciò solo per dire come mi abbia colpito la pertinenza nella scelta dei film, e come tutto questo sembri uno specchio di questo progetto che mira a rafforzare un dialogo tra culture.

Depois de assistir os cinco filmes: “La Faute à Fidel”, “ O ano em que meus pais saíram de férias”, “Infancia Clandestina”,” Mio fratello è figlio único” e “ Machuca” nos seus idiomas originais, legendados tanto em português quanto em espanhol, consegui compreender a temática abordada das décadas dos 60 e 70 mais de perto. Escutar cada língua, e ver como os seus protagonistas manifestavam a luta dos seus ideais, me permitiu atingir o objetivo desta experiência intercultural. Aliás, assim como minha colega Natália apontou, fiquei muito emocionada que os principais protagonistas tenham sido crianças. Todos nós vimos a transformação que sofreu a Anna, que com somente 9 anos, conseguiu  conviver com duas realidades totalmente diferentes: por um lado ela defendia as idéias religiosas que eram ensinadas na sua escola, e por outro, opunha-se à situação que vivia dentro da sua casa. Ela teve que trocar a sua vida de princesa do capitalismo, pela de uma menina filha de neo-comunistas; passar de uma casa com um grande jardim ao um apartamento pequeno; do ensino da religião católica a uma espécie de vida ateia; de brincadeiras de lojinhas, onde o lucro é o principal, a conhecer a importância de dividir a laranja em partes iguais, e finalmente, em deixar de pensar nela, para pensar com espírito de grupo.

Nesse filme, como salientaram o Rodrigo e Ana Paula, vive-se a destituição de um presidente, assim como aconteceu no Brasil. Casualmente, vivi essa situação, já que quando destituíram a Dilma, estava fazendo um intercâmbio na UFSM. Minhas idéias são favor do povo, não da direita ou da esquerda, mas nesse momento, vi como esse povo universitário sofria a perda da sua presidenta; os gritos que escutava desde a minha janela, e os rostos tristes dos meus colegas fizeram com que viva esse sentimento. Porém, o Brasil, para mim não se caracteriza por ser tão revolucionário. Isso, talvez, eu observei no filme brasileiro. O Mauro, o seu protagonista, sofre porque os seus pais “saíram de férias”, mas, por sua vez, continua com sua vida “provisória” junto com os seus novos amigos do bairro judeu onde se encontra morando. A presença da sua amiguinha Anna, do judeu Scholomo, e a turma do futebol fazem com que sua vida seja um pouco diferente. Ele consegue fazer amizade com um amigo comunista do seu pai a quem ajuda a esconder. E, por sua vez Scholomo também é preso para ser interrogado. Tudo isso acontece no mesmo momento no qual o Brasil é tricampeão; assim o crime e a festa têm o mesmo cenário, lugar onde o menino tem que viver. Porém, quando ele já quase desiste do que seus pais retornem, volta sua mãe para que juntos partam para o exílio. Palavra desconhecida pelo menino.

Esse cenário de “Aca no pasó nada” pode-se observar nos jornais chilenos no filme “Machuca”, onde ditadura e futebol convivem. E, falando desse filme, concordo com Melina, dado que foi o filme que mais mexeu comigo. Considero que o filme está muito bem logrado. A crua realidade é mostrada desde um começo, visto que pode ser observado como as crianças “mais fortes” exercem poder sobre as mais débeis no pátio do colégio, para depois essa realidade ser trasladada ao poder exercido pelos militares. As vitimas são protagonizadas por dois meninos de realidades sociais totalmente diferentes: Gonçalo e Pedro, um é um garotinho de classe social alta, enquanto, o outro é um indiozinho que é introduzido na escola do Gonçalo pela política socialista de um padre. A amizade dos dois cresce ao longo de todo o filme, mas vi um compromisso e amor totalmente desinteressado por parte do Gonçalo, quem se entrega em corpo e alma a essa amizade. Ele se envolve no movimento comunista, sem saber onde ele estava; defende os ideais dos seus amigos, sendo que a sua mãe faz parte da outra posição; e recebe os insultos que são para sua mãe da boca da própria Silvana. Por sua vez, envolve-se na realidade precária na que vivem os seus amigos sem reclamar, e sofre até as lagrimas a briga que tem com eles. Tanto é assim que chega até a favela e vê como os militares tiram dos lares aos seus amiguinhos e matam a Silvana. Essa cena é terrivelmente marcada pelos olhares de Machuca e Gonçalo que dão conta das diferenças que existem entre eles.

A este filme chileno, segue-lhe na crueza “infância clandestina”. Não sei se será um jeito dos argentinos de mostrar como manifestamos os ideais, mas, aqui vi mais de perto a nossa própria história: como os ideais podem levar a mudar toda uma vida, desde o lugar e identidade dos próprios filhos. Juan /Ernesto deve revelar outra identidade, celebrar o seu aniversários em outra data, e tem que deixar de curtir a sua própria infância, evitando a possibilidade de viver uma paixão de meninos. Por meio de desenhos, ele vai revelando as suas sensações ao longo dessa história clandestina. De maneira fria perde o seu tio, depois o seu pai, e finalmente vê como a mãe fecha as portas da garagem para ser pega pela forca militar. Perde a sua irmãzinha, quem também vai ser privada da sua identidade, mas, de maneira inconsciente; e ele, depois de ser torturado de maneira psicológica, encontra o seu fim na porta da casa da sua própria avó; porta que não sabemos se será aberta.

Finalmente, o filme italiano foi o que mais curti, a pesar que foi o mais plano quanto aos ideais. Aqui podemos observar o que salientaram vocês sobre o poder que segue exercendo a religião católica, a luta de classes e o poder das idéias. Mas, tudo o que aponta Mario é traído pelo Accio: “a pátria, o amigo e a Idea”. Ele começa sendo fascista para logo, no final do filme se passar ao movimento contrário: o comunismo. Por sua vez se deita com a mulher do seu amigo e está apaixonado pela mulher do seu irmão. Vive um monte de revoluções internas que fazem com que acabe defendendo e cuidando da própria família no meio das revoltas ideológicas. A moeda se vira, e aquele revoltoso acaba sendo o protetor da mãe, o pai, a Irmã, o sobrinho e a sua cunhada/namorada. 

Ciao a tutti!

Come già fatto notare da alcuni di voi (da Michela, per esempio, se non sbaglio) uno degli aspetti più interessanti dei film proposti (e quindi del progetto stesso) è quello di aver scelto sempre un punto di vista infantile, con tutti i limiti ma soprattutto le potenzialità che ne possono conseguire.

Per quanto riguarda, in generale, i limiti e le limitazioni strettamente cinematografiche di una scelta del genere ci sono, senza dubbio, la rinuncia ad una "scientificità" del discorso, una maggiore attenzione all'aspetto emotivo e una presenza minore dell'analisi e quindi il rischio di cadere nella banalità e nella retorica (benché non sia il caso dei film proposti). In realtà, lo sguardo dei bambini si trasforma il più delle volte in una risorsa preziosa per il cinema, poiché i bambini hanno la capacità di osservare il mondo senza necessariamente averne un'opinione immediata o trarne delle conclusioni affrettate (queste belle parole non sono mie ma di Wim Wenders laugh). Ne scaturisce quindi una visione, a mio parere, più pura, più immediata, più espressiva, fatta di immagini semplici e di forte impatto emotivo. 

In conclusione, vorrei solo ribadire che la scelta dei film mi è sembrata ottima e che il fil rouge dello sguardo infantile è molto apprezzabile e ricco di spunti.

Hola Gemma! Coincido en que es interesantísimo el hecho de que las historias sean contadas desde la perspectiva de los niños y quiero agregar que están todas muy bien logradas en ese sentido. Como vos decis, representando esa mirada inocente y despreocupada. Abrazo!

Concuerdo con la mayoría de los comentarios ya posteados. Es muy importante entender la  realidad política del momento en que están ambientadas las películas. La que más me impresionó, por  la muestra de la problemática social, fue Machuca. Me impactó mucho cómo se da la dieferencia de clases entre sus protagonistas, a pesar de que un mundo puede "mezcarse" con el otro. Incluso a pesar de ser niños, se observan los dos  polos: discriminación hacia Machuca por parte de los compañeros de la escuela y las madres de estos, y por otro lado la inclusión e integración que le ofrece Gonzalo, los ñiños se ayudan mutuamente. Pero sin embargo, es muy difícil  cambiar las condiciones de vida de cada uno. Eso queda reflejado en la escena en que están en la casa de Pedro, y viene un borracho (el tío de Machuca creo), y les marca a los niños la diferencia respecto al futuro de Gonzalo con Pedro y Silvana.

Otro aspecto que me parece interesante analizar, es cómo se muestra en las películas Machuca, Infancia Clandestina y O ano em que meus pais saíram  de férias de qué manera afecta en cierto sentido la cuestión política  al despertar amoroso  de los niños. Todos están entrando a la pre-adolescencia, empiezan a tener sus primeras "historias de amor", pero se ven truncadas por cuestiones que son consecuencia de la vida que tienen que llevar, o de las situaciones vividas en sus casas.

Hola Leticia,

Concuerdo con vos, la crudeza de la escena en la cual ese hombre borracho (yo no sé si es el padre o su tío) les revela que la "supuesta" amistad entre Gonzalo y Machuca no puede existir, digamos... No tendrá futuro, ya que ambos son muy distintos. Esa escena rompé con la relación de "igual a igual" que se desarrola hasta ahí en la película. Uno de ellos tendrá futuro, podrá avanzar y se olvidará hasta del nombre del otro, mientras que Machuca seguirá realizando la misma tarea "limpiar baños" una y otra vez sin la esperanza de un cambio; trabajo asociado a clases sociales menos favorecidas y pocas veces reconocido como trabajo en sí.

Concuerdo contigo! Esta escena es muy fuerte y parece que los niños a la vez estan marcados por estas palabras pero a la vez no las quieren escuchar y admitir. La escena que responde a esa me parece, es la escena donde Gonzalo entrega su prueba de inglés donde no ha escrito nada. Para mi, él rechaza las palabras del tio de Machuca mostrando su libre albedrio y su eleccion por no seguir un sistema que no le conviene después de todo lo que ha vivido. 

Hola Leticia! Muy interesante tu aporte sobre el despertar amoroso de los niños en las peliculas que mencionás. También lo percibí cuando las vi e inclusive, y más allá de las consecuencias que decís y que concuerdo, es el único elemento de nobleza que aparece en las historias. Pensando en Machuca, que me pareció muy fuerte desde la narrativa y lo simbólico de algunas escenas, cuando juegan con la leche condensada y los besos se da una situación de descubrimiento del amor y los sentimientos que tiene que ver con esto que decís, del despertar amoroso y la pre-adolescencia.

Me gustaron mucho todas las películas. Pero me impactó fuertemente "Infancia clandestina" pues relata hechos muy cruentos sucedidos en mi país en la época de la dictadura militar con un enfoque totalmente diferente, cómo afectó la violencia de esa época a los hijos de guerrilleros. No recuerdo que en esos años o en los posteriores,se haya hablado de esos niños arrastrados por esa vorágine de la vida militante y la guerrilla.

Creo que de todas las películas se puede decir mucho, se puede hacer un análisis profundo, reflexionar y sacar cosas buenas.

C'est aussi le film qui m'a le plus touché. Si on ne se renseigne pas, on n'entend pas parler de cette période et encore moins des "desaparecidos". Periode très particulière et vicieuse (les bébés comme dans le film de resistants qui se retrouvent après la "disparition " de leurs parents dans des familles proches du pouvoir). Trop de non dit qui commencent à se savoir petit à petit. Interessant de voir la dictature du point de vue d'un enfant. Me emociono muchissimo ..

Hola, Monica! Como expliqué más abajo, participo de un equipo de investigación sobre la literatura del "posmemoria", y uno de los ejes de trabajo es la literatura de los "hijos de" (es decir, hijos de desaparecidos, guerrilleros o, también, de represores, militares); si te interesa el tema puedo recomendarte muchos libros ( "La casa de los conejos" de Laura Alcoba, por ejemplo, EXCELENTE libro) o películas ("Los rubios" de Agustina Carri) que evidencian justamente lo que vos marcás en tu comentario: cómo se ven afectadas las vidas de los niños por la militancia de los padres y las dictaduras del Cono Sur. De hecho la producción artística -tanto literaria como gráfica- en ese campo es inmensa. Saludos!

Hola, creo que la película de Machuca es una película demasiado fuerte y cierta. Jamás había investigado acerca de la dictadura militar en Chile en esos años y me parece un tema de mucho interés. Todas las películas en general me gustaron demasiado y los temas que abordan son muy interesantes, mi favorita fue la de "O ano em que meus pais saíram de férias" porque aunque entendía muy poco lo que decían me fascino el contexto de la película porque soy judía. Lo poco que entendí eran algunas palabras que mencionaron en hebreo pero me pareció muy interesante que el contexto de la película fuera en un barrio judío.

Hola Stephanie!!! 

Esa es la magia del cine, en él podemos sentirnos identificados. Yo, por ejemplo, sentí algo "personal" en una de las escenas finales del film Machuca, cuando el militar agarra a Gonzalo y se lo quiere llevar, pero logra salvarse al decirle que lo observe detenidamente para que se diese cuenta que él no forma parte de ese grupo. Lamentablemente, la ropa que llevamos, cómo nos vemos y nuestro color de piel es una marca, la cual es utilizada por las fuerzas, policías o militares, para señalarnos como posibles o potenciales ladrones y categorizarnos como tales. A lo largo de mis 26 años, he sufrido este tipo de escenas, por parte de la policía, en la calle; circulando o esperando el ómnibus en barrios de familias con fuerte poder adquisitivo; discotecas (boliches) y, a veces yendo a trabajar (durante los fines de semana trabajo en un estadio de fútbol para un equipo de mi ciudad,Córdoba) cuando tengo que pasar por los distintos controles o barreras de seguridad de la policía insistiendo, una y otra vez, para poder ingresar.

Juan, a mí también me llegó de manera especial esa escena de la película, cuando Gonzalo le pide al militar que lo mire detenidamente con el objetivo de poder retirarse de ese lugar al que no pertenecía.

Es lamentable la discriminación practicada por los grupos que se consideran superiores por el motivo que sea: color de piel, vestimenta, orientación sexual, religión, etc. Pero también es muy triste que aún exista una autoconsciencia de inferioridad, que podemos ver reflejada en el personaje de Machuca, resultante de siglos y siglos del ejercicio de discriminación. 

¡Hola a todos! Me parecieron muy interesantes todos los comentarios. Realmente todas las películas se prestan para un debate interesante.

Quisiera aportarles mi experiencia, dado que participo de un equipo de investigación cuyo tema de trabajo es la "literatura del posmemoria" (en otras palabras, la literatura que se produce a partir de eventos históricos traumáticos, como dictaduras, guerras...); en el específico, yo trabajé con  el Golpe de Estado Cívico Militar agentino (1976-1983), focalizándome en la mirada de los niños. Por ello, me pareció sumamente interesante el "approccio" de todas las películas.

Desde un punto de vista meramente teórico, el del niño es un sujeto subalterno. Con la expresión "sujeto subalterno" entendemos todos los individuos que viven a los márgines de la sociedad, ya sea por una subordinación en términos de "clase, casta, género, oficio o de cualquier otra manera"; sin embargo, por eso mismo nos brindan una visión disinta y fuertemente crítica con relación a los discursos oficiales (o hegemónicos, en sentido "gramsciano"). El uso que se hace de ellos en las películas que hemos visto es el de generar un verdadero testimonio en primera persona que desde su "pequeña voz" cuestiona y crítica los discursos dominantes.

(ora cambio lingua!)

La voce del bambino non è quasi mai ascoltata; essa non viene legittimizzata perché si ritiene che non abbia l'autorità per esserlo. Dalla sua posizione "svantaggiata" possiamo pensare che il bambio offre una particolare prospettiva "dal basso" circa il potere centrale e le classi dominanti. Questo "dal basso" è determinato principalmente dalla sua nulla -o scarsa- partecipazione nelle questioni familiari, sociali o nazionali. I bambini, quindi, conformano uno dei gruppi meno potenti e meno "contaminati" dalla società egemonica.

(vuelvo al español)

El intelectual chileno Nelson Osorio, analizando la voz de los niños en la literatura latinoamericana, ha optado por el concepto de "sujeto periférico" en lugar de "subalterno"; permítanme una pequeña cita que me parece esclarecedora.

"Por eso, deliberatamente no hablo de "centro " y "marginalidad", por ejemplo, porque no me refiero a la marginalidad ni a los marginados sociales, sino a un mundo de valores periféricos (...). Se trata, por consiguiente, de la Periferia en lo social, en lo cultural, en lo sexual, en lo racial, lo étnico, en todo. (...) Y ocurre que, en general, toda la literatura se "produce" desde el Centro, ese Centro masculino, blanco, propietario, ilustrado (para señalar solamente algunos de sus rasgos). En la periferia se encuentran el negro, el homosexual, la mujer, el indio, el marginado social; allí están los jóvenes, los niños, los locos... Y los pobres, por supuesto. Es decir, todo lo que no forma parte de las jerarquías dominantes en lo social, lo cultural, lo moral. Lo que no forma parte de lo establecido."

(torniamo all'italiano)

Il punto di vista di un bambino, dunque, aprirà sempre le porte alla possibilità di un discorso alternativo, a partire dalle convenzioni che stipulano la parzialità del suo sguardo, l'incapacità di spiegare, di comprendere e analizzare certe cose, la sua vulnerabilità. Questa posizione "svantaggiata", come già ho accennato prima, sarà utilizzata dagli autori (gli sceneggiatori in queso caso, perché non dimentichiamoci che chi ha scritto la sceneggiatura è un adulto che, con un preciso intento comunicativo, ha deciso di raccontare la sua storia attraverso le parole e la prospettiva di un bambino) per porci di fronte ad una resistenza, ad un discorso "al contrario" del linguaggio e delle ideologie tiranne, creando così una forma alternativa di sapere e una soggettività particolare. 

E credo sia proprio questo l'intento dei film che abbiamo visto.

(español de vuelta)

La última reflexión que quiero proponerles (veo que se me está acabando el espacio para escribir :p) es la que me surgió a partir de la visión de "La faute à Fidel"; me pareció un excelente ejemplo de "subjetividad y procesos de construcción", siguiendo lo que afirmaba Foucault en "Microfísica del poder"; sabemos que los niños están constantemente expuestos a la enseñanza de hábitos que los moldean y que formarán sus subjetividad, en cuanto "subjetividades en construcción" y el de Anna es un claro ejemplo de la influencia que la escuela y la familia (el "poder") puede ejercer sobre una "subjetividad en construcción".

Bueno, espero no haberlos aburrido mucho. A presto!!

Hola Francesca, me pareció interesantísimo tu aporte,muy rico y bien fundamentado. Coincido plenamente con la visión de los niños como "sujetos periféricos". En las películas se puede ver cómo no tienen la capacidad plena (algunos incluso menos que otros) de decidir, y están sujetos a las decisiones que sus padres toman en relación a sus cuerpos, a sus relaciones personales, su vivienda, etc. Si bien la realidad retratada es "pasada" y particular, por la situación extrema social y políticamente hablando, podríamos decir que, en ese sentido, las cosas tienden a no cambiar mucho. Esperamos noticias sobre ese proyecto de investigación tan interesante! Abrazo

Francesca, a mim, assim como à Ana, também me pareceu bastante interessante seu comentário. De fato a criança é um "sujeito periférico" que aparece como ponto de vista nos filmes em questão, e talvez esse seja um ponto que, de uma maneira geral, não é tão priorizado não só na arte cinematográfica, como também na literatura. A propósito disso, existe um autor, na literatura brasileira, Guimarães Rosa, que em "Miguilim" e em outras histórias retrata muito bem como que a realidade social do sertão é vista a partir dos olhos de um menino(apenas fica a dica como opção de leitura).

No entanto, cabe perguntar: até que ponto esses filmes retratam  de fato "o olhar de uma criança?", pois são adultos(os diretores, produtores e etc) quem produzem a história, e não as crianças de fato. Talvez a complexidade com que os filmes se propõem a tratar sobre as ditaduras e outros temas seja um motivo dificultante na realização do filme por uma criança. Ou seja, apenas quero chamar a atenção aqui para o contexto de produção do filme, em que não se sabe até que ponto a criança é um participante ativo.

O filme "Infância Clandestina" é bem interessante nesse sentido, porque o diretor do filme, em entrevista a um canal da Argentina, diz que retratou ali sua própria infância(e ainda assim ele teve de crescer para realizá-lo).

Hola a todos! Me encantan los aportes que fueron haciendo y como se enriquecieron con los comentarios de los distintos participantes. Las temáticas de las peliculas dan para hablar muchísimo y, principalmente las que tocan el tema de las dictaduras latinoamericanas, nos pegan de cerca a los que vivimos para estos lados. Hay un elemento que me llamó mucho la atención en O ano em que meus pais saíram de férias y Machuca y es la presencia del grafitti para denunciar lo que está sucediendo política y socialmente. Particularmente en la pelicula brasilera, las palabras "dictadura" o "golpe" no son dichas explícitamente, pero sí aparece un grafitti que hace referencia a la dictadura y toda la contextualización social que consigue desarrollar la pelicula deja bien claro el eje temático. Esto me hizo pensar (que alguien me corrija si me equivoco), que en muchas peliculas que tienen como temática la dictadura reflejan con los hechos lo que está sucediendo pero no en trechos explícitos de diálogos de los protagonistas. Creo que esto tiene que ver con la tendencia social del momento de que por un lado no se sabía bien qué pasaba y, por el otro, había mucho miedo de hablar del asunto.

 

J'aime bien "O Ano em que meus pais saíram de férias". C’est une histoire bouleversante et sensible.  Un regard d’enfant esseulé face à la situation anormale. Dans son regard, on peut voir en même temps l’espoir de retour de ses parents et de l’abandon mais aussi le plaisir de profiter de sa liberté loin de l’autorité de ses parents. Le film se déroule pendant la Coupe du monde de football et on voit une joie intense et collective entre différentes communautés qui se rencontrent, alors qu’on est dans une situation politique extrêmement tendue.  

Hola Lucila, muy interesante tu comentario. Con respecto a las dos opciones que diste, considero que está más relacionado con el miedo paralizante que reinaba en esa época y no con el desconocimiento del asunto. Era sabido que las personas que manifestaban su oposición y significaban una amenaza para el régimen terminaban siendo desaparecidos políticos. En relación a esto, me gustaría recomendar el libro K. de Bernardo Kucinski , que justamente estamos analizando en Literatura IV. Es una historia conmovedora, basada en hechos reales y ayuda a entender en mayor profundidad las diferentes caras de la dictadura y todos los actores involucrados en los hechos. 

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2013/06/130604_livro_bernardo_kucinski_mv

Olá! Meu nome é Aline, sou bióloga, professora, educadora ambiental e amante da vida e da arte! Cinéfila total!

Atrasada nas discussões, venho expressar minha opinião através da análise do filme "La Faute à Fidel" e leitura de mundo, principalmente no que diz respeito a realidade brasileira. Sou professora de Escola Pública Estadual. Estamos  vivenciando nas escolas, transformações de crianças e adolescentes que estão sofrendo momentos históricos comparáveis as indagações e incertezas (não tão explícitos como nos filmes) que extrapolam a normalidade dos dramas comuns enfrentados na adolescência e juventude, trazendo-nos reflexões sobre nossa prática pedagógica, o papel da escola, da escola ocidental, do educador, da desconstrução de valores, dos paradigmas que o sistema capitalista sustenta e suas consequências no nosso dia a dia e da dificuldade em se desvencilhar desse modelo sustentado fortemente por conservadorismo, pela elite e pela mídia brasileira.

Começo com "La Faute à Fidel" e em breve acrescentarei novos comments:

Apesar da história se passar em terceira pessoa, o filme começa com uma cena onde é possível de imediato se colocar na visão de mundo da garotinha Anna, o que traz uma aproximação imediata no mundo de sonho da personagem. Sonho aliás construído através de um pensamento da realidade convencional de valores da época: regras de etiqueta à mesa, sonho de casamento... A postura dos alunos na escola, durante a entrada e saída dos professores, a postura da menina ao brincar (sem poder sujar as roupas, postura corporal elevada, costas retas...), traz-nos à tona posicionamentos pertinentes a reflexão sobre as influências culturais, que chegam muitas vezes em forma de imposição sobre as culturas nativas. Imposições que refletiram diretamente nas questões culturais e socioambientais brasileiras. Por exemplo, ao me recordar sobre diversos momentos históricos, desde a colonização portuguesa, a catequização de povos indígenas e a influência do ensino ocidental sobre as culturas nativas (como o ensino obrigatório de francês nas escolas brasileiras nos anos 60 e da organização das escolas públicas e particulares e principalmente os colégios de freiras; e agora, o ensino obrigatório da língua inglesa). Ressalto que ao meu ver, não é que essas influencias são negativas, mas o modo como se constroem essas interferências, a ausência de laços e a predominância de imposições trouxeram, dentre outras razões ao longo do processo ensino-aprendizagem do Brasil, grande apatia no aprendizado das linguagens no ensino público. Fora o fato da dificuldade de leitura, compreensão e interpretação crítica, bem como o uso da própria língua portuguesa...

Apesar de ser Bióloga, como educadora, vejo na manifestação artística (literatura, música, dança, artes cênicas, artes plásticas, fotografias e filmes...)  o melhor caminho para encurtar esse distanciamento entre essa defasagem no aprendizado e a  inter e multiculturalidade dos alunos e consequentemente da sociedade. E desta forma, me identifiquei de cara com a proposta Romanofonia e as temáticas abordadas nos filmes propostos.

Outro elemento interessante a se destacar no filme "La Faute à Fidel" é a influência que a personagem sofre pelos seus cuidadores, em especial as babás. As babás contam histórias para a criança, que influenciam diretamente no seu ideal de mundo e ajudam a construir ou descontruir o personagem (dependendo do ponto de vista de quem acompanha o filme). No início são histórias da Bíblia somados ao moralismo cristão; em sequência histórias de deuses (Gregos/Romanos) "esquecidos", no entanto, lendários; e por último, lendárias histórias folclóricas.

A medida que o tempo se passa no filme, a personagem se vê em conflito com as crenças convencionais de sua família bem estruturada e revolta-se por ter que exercer o desapego dessas crenças, costumes e inclusive dos bens materiais que possui. E em meio a todo esse conflito a ausência dos pais é frequente.

Ao mesmo tempo, a sensibilidade e empatia da personagem pelo sofrimento alheio vai se construindo timidamente a medida em que a menina se reconhece em um mundo maior e repleto de pessoas, além dela. Permite que ao final do filme, nos deparemos com outro personagem. Tal transformação leva-nos inclusive a perceber que o desenvolvimento de sua autonomia e criticidade fez com que a mesma amadurecesse.

Faz-se necessário ressaltar o papel fundamental do filme ao abordar questão pertinente de discussão na atualidade: a legalização do aborto e assim, como professora de Biologia, esse tema abordado (ainda que sutilmente) demonstrou nitidamente o estereótipo do papel feminino, mantido inclusive pela sociedade até hoje: a fragilidade (imposta e induzida) das mulheres, a ausência de espaço democrático para que elas decidam por elas, por seus filhos, pela sociedade e pelo mundo. E novamente faço um paralelo com a onda dos discursos de ódio que são tecidos no país em relação as mulheres, sendo inclusive a presidenta Dilma Rousseff vítima desses discursos.

É importante ressaltar também a importância didática do filme ao introduzir concepções de mundo, principalmente no que diz respeito à política. Novamente, ao comparar com nosso cenário atual, no Brasil, o que já se evoluiu em termos de Direitos Humanos - na garantia e no exercício dos direitos da dignidade da pessoa humana resguardados em constituição - se retrocede após a posse ilegítima do presidente atual juntamente com seu "pacote de mudanças", medidas provisórias e propostas de emendas constitucionais (PEC's), sem consultas públicas, com mais da metade do quadro de senadores e deputados (ditos nossos representantes) envolvidos nos escândalos de corrupção, decidindo sobre a privação dos mesmos direitos. Num país com discurso de ódio é constante e o racismo, xenofobia, machismo são disseminados constantemente desde políticos até as publicações em redes sociais e a intolerância é a palavra de ordem (ou melhor dizendo de desordem) que cresce a cada dia entre as pessoas... 

Em meio a opressões e ditaduras, estereótipos equivocados de junção de sentido sobre o comunismo e o socialismo, o filme demonstra a sensibilidade e a necessidade da menina de compreender um mundo que os próprios adultos ao seu redor não compreendem.

E eis uma questão fundamental que compõe reflexão e debate a todos nós sobre nossas opiniões e posturas no mundo: como distinguir "comportamento de ovelha" com espírito de grupo? E acrescentaria a reflexão: não seria o "comportamento de ovelha" o próprio "espírito de grupo" da sociedade? 

Desde que o mundo é mundo - e a história dos povos que passaram, viveram e vivem nele não nos deixa mentir - comportamentos coletivos são influenciados por necessidades individuais de sobrevivência, seja instintivamente ou não...  Somos todos ovelhas?

Bem pode não parecer, mas biologicamente, o comportamento "abobalhado" das ovelhas de seguirem todas na mesma direção diante de uma ameaça, é o que garantiu estrategicamente a sobrevivência da espécie ao longo de anos diante de um predador. Mas não do ser humano...

A próxima reflexão é sobre a existência ou a ausência do altruísmo e da empatia dentro de sociedades humanas? E independente da resposta, suplico pela compreensão da necessidade de um exercício conjunto desses sentidos (mesmo que seja por "comportamento de ovelha") para a melhor convivência social e a sobrevivência do planeta, evitando que outros comportamentos induzidos pelo atual sistema (também "comportamentos de ovelha"), como o materialismo e a intolerância, predominem e afetem diretamente nossas vidas e dignidades, trocadas, exploradas e vendidas por interesses supérfluos e egoísticos de minorias gananciosas.

Meu lado cientista afirma através de teses que não há no mundo um só ser altruísta e meu lado humano se agarra a esperança de que o altruísmo exista não somente no papel... 

Finalizando, como o próprio nome sugere, o filme narra paralelamente as lutas e o curto período de posse do político marxista chileno Salvador Allende. O filme desmonta-nos as expectativas e a euforia da conquista chilena nos seus 3 últimos minutos ao anunciar o trágico suicídio do presidente, trazendo a ironia fina e triste do significado histórico que custou o "presente" dado por Fidel.